Lá no inicio dos tempos
O sol, o mar e a lua,
Ainda não se conheciam
Vivia cada um, na sua
E o universo meio sem
graça,
Sem nada, sem carapaça,
Sem forma, sem escultura.
Não tinha como se acender
E na imensa escuridão
Ela tinha que viver
E, nem sequer imaginava
O que lhe ia acontecer.
Andava triste a penar
Vivia a vida encolhido
Com medo de se espalhar
Vejam só que ironia
Pois na sua linda harmonia
A terra vinha banhar.
O sol, muito esquentadinho.
Inquieto e esquisito
Num momento ele pensou
Ter visto algo bonito
Curioso que só ele.
Saiu do esconderijo.
Grande foi sua emoção
Diante do infinito!
Deus, na sua onipotência,
Decidiu articular
O encontro do mar, do sol
e da lua
Imaginem! O sol, a lua e o
mar...
Os três... Disse a
Trindade Santa:
_ Quero ver no que vai
dar!
O sol apaixonou-se pela
lua,
A lua apaixonou-se pelo
mar
E Deus, ajeitava daqui e
dali...
E Deus ajeitava aqui e
acolá...
Então o sol convidou a lua
Para com ele, morar.
A lua disse ao sol:
_ Sinto muito, meu amigo
Pois você não percebeu
O que acontece comigo?
Quando estou perto de você
Sinto-me adormecer
Sinto algo muito
esquisito!
O sol muito decidido
Quis achar a solução
Mas não havia nenhuma
Que lhe acalmasse o
coração
O mar, assistindo a cena,
Do sol ele sentiu pena
E resolveu a questão.
O mar comoveu-se tanto
Que desatou a chorar
Com a triste história de
amor
E começou a se espalhar
Foi se espalhando... Se esparzindo...
E o sol e a lua subindo
Para não se afogar
Até que encontraram o céu
Que hoje é seu lugar.
Que o universo parou
Tudo era calmaria!
Foi aí que a lua viu
A beleza que surgiu
Não acreditou no que via!
A lua, ainda assustada;
Sem entender quase nada
Quis se desabar em prantos
Mas um espetáculo maior
Re, mi, fá, sol, lá, si,
dó.
Veio trazendo remanso.
Finda o primeiro dia
O que nos dá nostalgia.
O sol quieto num canto
Chamou a atenção da lua
Sua forma, limpa, nua;
O seu calor, seu encanto!
Seus raios, a sua luz,
Refletidos no mar azuis;
As ondas do mar rolando!
Chega a primeira noite.
E a lua sozinha ao léu,
O sol sentindo saudades,
Jogando sua luz no céu
Fez a lua então, brilhar,
E tornou-se seu Corifeu!
O mar segura suas ondas
Nas manhãs ensolaradas
Para contemplar o sol
Nas suas águas salgadas
É Deus, mais uma vez,
Na sua grande honradez
Sublimando a alvorada
E nas noites enluaradas
A lua vem beijar o mar
Como em agradecimento
Pois ela desce do céu
Vem arrastando um véu
É tão lindo esse momento!
A lua e o sol estavam
À solidão condenados
Pois enquanto um dormia
O outro estava acordado
Então, Deus deu um
jeitinho;
Sem eles não tem destino
Para os enamorados!
Em Piripiri: 26/07/14




Uma linda História de amor. Belíssimo texto. Parabéns!
ResponderExcluirObrigada, Ciel. Fico feliz por ter gostado.
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