CONVERSANDO COM A NOITE
Querida noite acredite
Em tudo que vou lhe
dizer
Eu acho a vida tão
bela!
Mais belo ainda é
viver!
Eu não sei por que
diacho
Eu não vejo o sol
nascer!
Nunca tenho sono cedo
Passo a noite acordada
Tem noite que até
pelejo
É chá, calmante... e
nada!
E assim, quando eu
durmo,
Já são três da
madrugada.
Já fiz tanta oração
Falta ir à macumbeira.
Quando eu tomo leite
morno
Termina é em caganeira
Já não sei o que eu
faço
Prá parar com essa
besteira
Da cama eu vou pra
rede
Da rede, vou pro sofá.
Ligo a televisão...
Desligo.
De novo, vou me deitar.
E fico nessa pendenga
E nada do sono chegar!
Eu não sei o real
motivo
Desde criança eu sou
assim!
Já tentei mudar um
bocado
Mas, não consegui, enfim.
Eu já tô é encabulada
Ah, meu Deus, tem dó
de mim!
Eu invejo todo mundo
Que consegue acordar
cedo
A dona de casa com
seus filhos
O comerciante, o
leiteiro
Só não acorda essa
bonita...
E isso me dá um
desespero!
Acorda o rico e o
pobre
A moça e a rapariga
O menino e a menina
A cigarra e a formiga
Até os bêbados acordam
Pra tomar mais uma
birita
Todo mundo acorda cedo
E porque não, essa
bonita?
E o pior de tudo isso
É que o povo acostumou
Eu... é que não me
acostumo
Mudar que é bom...não
mudou!
Pode é juntar caminhão
De sino e despertador!
No dia que “acordo”
cedo,
É por que... Eu nem
dormi
E assim eu passo o dia
Com a cara de um zumbi
Qualquer coisa me
aborrece...
...E sai de perto de
mim!!!
Dizem: Bom para se
espertar.
O remédio é tomar
banho
Prá criar muita
coragem
E ter mais um dia
ganho.
Não me venha com essa
prosa
Eles pensam que me
engano!
Pode até ser que um
banho
Deixa a gente
encorajada
Já vi gente
amarelinha...
Que até ficou corada
Mas, banho, assim que
se acorda...
Você fica é
estoporada!!!
Eu tenho vontade de
ver
O dia amanhecendo...
Lindo!
Os cacarejos dos galos
O canto dos
passarinhos
Os raios do sol
rasgando
As folhagens do destino.
Os orvalhos no capim
Ou o calor descolando
O sossego que há em
mim
E a brisa que me
acalma
Com o cheiro de jasmim!
Sozinha nas
madrugadas...
Dá um medo!...Eu nem
lhe digo!
É malfazejo,
ladrões...
Enfim, são tantos
bandidos!
Vamos até mudar de
assunto
Isso não vai ficar
bonito...
Pois não trago a
tiracolo
Nem fralda e nem
pinico!
Só sei que nessa
conversa
Já escrevi por demais!
A ponta do lápis
engrossou
O apontador não aponta
mais
Na borracha abriu um
buraco
E de apagar é incapaz.
Mas, continuando o
assunto,
Da minha falta de sono
Da peleja pra dormir
Do cansaço e do
abandono
Amanheço o dia, aérea,
Feito um cachorro sem
dono.
O assunto é muito
sério
Estou muito preocupada
Penso em procurar um
doutor
Mas não to encorajada
Tenho medo que em uma
dessa
Já ficar é internada
Prá fazer um
tratamento,
E ficar é”
abestaiada!!!”
O melhor é ficar
assim...
Acordada a noite
inteira
E escrever o que penso
Pois isso não é bobeira
Ruim é a situação da bunda
Por causa dessa
cadeira...
Já são cinco da manhã
E eu, nada de
adormecer!
Agora, não importa
mais!
Eu quero é ver o
amanhecer...
Já escuto o canto dos
pássaros
Coisa rara a meu ver.
Glória a Deus e
aleluia!
O dia já vai nascer
Uma luz que é só
beleza!
Vou cuidar do meu café,
Pra assistir essa
lindeza!
Comendo um beiju
quentinho
E assim saudar Vossa
Alteza!
Achei muito bom
escrever
Esses versos... Ou,
será ode?
Tô me sentindo uma
poetiza
Olhe e veja... Como
pode?
Nem sei como terminar
Vejo é alma de bigode!
Agora tô é bonita
Não consigo mais parar
Não sou a controle
remoto
E não sei me desligar
Comecei na brincadeira
E terminei sem
terminar...
Credo em cruz, Ave
Maria...
É assunto pra danar
Vou até o meio dia...
Era só pra desabafar...
Não tem mais quem
aguente
Todo esse
blá...blá...blá...



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