segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

SONHOS DE CRIANÇA (Poema)



Eu quero ter um jardim
Embaixo de minha janela
que tenha muitas flores
brancas, azuis e amarelas.

Quero ter no meu quintal
muitos bichinhos falantes
gato, cachorro, macacos,
pintinhos, cavalo e elefantes.

Quero brincar de esconde-esconde
Com as estrelas, no ceu.
Quero coelhos de páscoa
saindo do meu chapéu.
Quero ouvir todo dia
O canto do rouxinol
Quero abraçar a lua
E gargalhar com o sol.
                                                 

Quero passear nas nuvens
Branquinhas como algodão
Dançar igual bailarina
e rodopiar num pião.


Quero ter uma escola
onde entendam meu coração
que alimentem minha mente
Que deem asas à imaginação

Quero árvores de dinheiro
Comidas brotando do chão
Quero transformar o mundo
Com uma varinha de condão.



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A CHUVA NO QUINTAL (Poema)

Água caiu no chão.
Foi um grande temporal,
Veja o que aconteceu
Lá no fundo do quintal!

O verde ficou mais verde,
E aquela florzinha, caiu...
A terra ficou mais fértil,
E a sementinha, sumiu!

O formigueiro ficou em festa,
O leitão também gostou
Pois agora está brincando
na lama que se formou...


A mariposa, coitadinha!
A encontrei pelo chão,
mas, o que aconteceu,
na imensa escuridão?

Ah...que dó da joaninha!
girando num lugar só,
estava com as pernas pra cima...
escorregou do cipó!

E no meio do quintal,
um passarinho estava,
machucado, e, tão triste...
com a asinha quebrada.

E bem no fundo do quintal,
Havia um sapo escondido,
O bichinho tão assustado...
Acho que estava perdido.

De repente uma luz,
Iluminou o meu quintal
Era o sol, trazendo vida
Tudo voltou ao normal.

A sementinha sumida,
Vejam só como ela está!
aproveitou a terra boa,
e a chuva, pra germinar!

A mariposa que estava
estatelada no chão,
levantou, sacudiu a poeira,
Voou para a imensidão.

A joaninha conseguiu
Numa folhinha se agarrar,
ficou de pé e esticou-se,
Pôs suas asas pra secar.

O passarinho sacudiu
suas penas e seu corpinho
E aos poucos batendo as asas,
Voou bem devagarinho

Já o grande sapo, ficou.
No quintal, fez sua morada,
Pois, nos fios de bananeira,
Encontrou sua namorada!

Em dias de sol ou de chuva,
surge tanta beleza...
Feliz os olhos que veem,
os segredos da natureza!